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O Astroturismo
Quando há deslocamento e pernoite com o objetivo de observar o céu escuro, contemplar os astros ou fenômenos astronômicos, temos uma prática caracterizada como astroturismo, ou turismo astronômico (VELLOSO; COSTA, 2022).
Segundo Tapada et al. (2020), o astroturismo corresponde à prática crescente de atividades turísticas de natureza diversa, inovadoras, integradas e atrativas, centradas na observação dos céus noturnos e fenômenos celestes, especialmente em espaços naturais. Ele contribui para:
O Valor Cultural do Céu
"O risco da perda do céu estrelado tem colocado a preservação dos locais escuros em um contexto nobre, despertando a atenção das pessoas e atraindo turistas para locais de rara beleza, na Terra e no firmamento." (MELLO, 2022, p. 172)
O astroturismo existe há centenas de anos, inicialmente relacionado à agricultura e práticas culturais tradicionais. Atualmente é praticado de formas diversas, como a astrofotografia (HONORATO; VIOLIN, 2019).
Programas de Certificação de Céus Escuros
IDA – International Dark-Sky Association (fundada em 2001)
Programa "Parques Internacionais de Céus Escuros" — 5 categorias:
Fundação Starlight (Espanha – apoio UNESCO/UNWTO/UAI)
RASC – Royal Astronomical Society of Canada
O Brasil e o Astroturismo
"Embora países como Turquia, Rússia e Brasil ainda investem pouco em astroturismo, e outros como Estados Unidos, Canadá, Espanha e Reino Unido demonstram baixo protagonismo, o Chile se destaca com infraestrutura, leis específicas e políticas públicas eficazes para a proteção do céu noturno." (MELLO, 2022)
O astroturismo possibilita:
Conexão com a Astrofotografia
A astrofotografia é uma das formas de astroturismo e arte que está crescendo. O desafio fotográfico do projeto "Tem Luz Aí?" conecta-se diretamente a essa tradição cultural de contemplar e registrar o céu.