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A PL Como Inimiga da Astronomia
A poluição luminosa (PL) é uma grande vilã para os astrônomos e para qualquer pessoa que tenha interesse em observar o céu noturno. Além de trazer prejuízos a instituições que instalam dispositivos de observação astronômica, ela reduz a eficiência dos telescópios.
Toda luz que é mal direcionada e se projeta para o céu atrapalha os astrônomos que, para observar estrelas com brilhos mínimos e/ou muito distantes, dependem de uma boa visibilidade do céu.
Capacidade dos Telescópios
Com o uso de telescópios de 4 metros de diâmetro, equipados com detectores eletrônicos sensíveis, é possível observar objetos que são 250 milhões de vezes menos brilhantes que o limiar da visão humana. A PL compromete drasticamente essa capacidade.
O Caso de Monte Palomar
O telescópio de 5 metros de diâmetro instalado em Monte Palomar, na Califórnia, foi considerado o maior telescópio do mundo de 1940 até a década de 1970. Com o aumento da poluição luminosa emitida pelas cidades de San Diego e Los Angeles:
O Céu Urbano
"Isto ocorre devido a uma espécie de ofuscamento das estrelas causado pelas intensas luzes das cidades, que fazem com que o céu adquira uma tonalidade clara e acinzentada" (MELLO, 2022, p. 173).
Aqueles que desejam observar o céu por conta própria muitas vezes precisam se deslocar para longe das cidades ou para observatórios, o que nem sempre é viável para moradores de grandes metrópoles.
Impacto Mundial
(CINZANO et al., 2003 apud GARGAGLIONI, 2009)